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Bonsenhor Contabilidade
 

Audioria da Receita Federal deve fiscalizar mil empresas de Londrina

Audioria da Receita Federal deve fiscalizar mil empresas de Londrina

A Receita Federal (RF) deve fiscalizar, a partir dessa segunda-feira (7), mil empresas de Londrina e região que fazem parte do Simples Nacional. De acordo com as informações da RF, as empresas terão suas contas fiscalizadas por graves evidências de sonegação fiscal que podem chegar a R$ 100 milhões.

De acordo com o delegado-adjunto, David de Oliveira, as evidências surgiram através do cruzamento de informações. “São diversas informações cruzadas que apresentaram essas evidências. Por exemplo, um empresa que declara R$ 20 mil e que a administradora de cartões de crédito informa um valor 10 vezes maior que isso”, explicou.

Ainda segundo ele, algumas empresas também tiveram o valor bruto muito maior do que foi declarado pela empresa no que ela emite através da nota fiscal. “Outras vezes foi possível observar a movimentação financeira, principalmente, em depósitos bancários”, ressaltou.

Os estabelecimentos que fazem parte do Simples podem ter faturamento real entre 10 e 20 vezes maior do que o valor declarado. Com a auditoria, a Receita Federal pretende que as empresas que forem autuadas possam recolher a diferença apurada, entre o valor bruto e o declarado, com multas que podem variar de 75% à 150% do tributo e podem, inclusive, serem desenquadradas do regime simplificado. “Além das multas, temos os juros por se tratar de geradores passados”, completou.

Segundo Oliveira, os responsáveis poderão ser apresentados à Justiça e responder por crime desonegação fiscal. “A receita tem um prazo longo para essa auditoria, mas nós pretendemos finalizar esse levantamento até o final do ano”, afirmou.

Simples Nacional é o sistema simplificado de tributação sendo permitido para empresas com faturamento de até R$ 3,6 milhões ao ano. Esta opção reduz a carga tributária das empresas em até 70%.

A região de Londrina possui 60 mil cadastros de empresas incluídos no Simples, incluindo empresas de pequeno porte e micro empresários individuais. Essas empresas representam 10% dos tributos arrecadados.

Fonte: http://londrina.odiario.com/

Receita cruza dados e pega sonegadores

Fisco recebe as informações sobre todas as transações do contribuinte

O contribuinte que cogita fraudar algum dado na declaração para tentar enganar o leão precisa pensar bem antes de tomar essa decisão. É que a Receita dispõe de um sofisticado sistema eletrônico que permite cruzar todos os dados informados pelo contribuinte.

A cada ano esses sistemas são aperfeiçoados visando evitar a sonegação. Se for apanhado, o contribuinte terá de pagar multa pesada (ver texto à pág. 11).

O principal documento que o leão usa é a Dirf (Declaração do IR Retido na Fonte), entregue pelas empresas. Nela estão diversos valores: salário anual, 13º salário, IR retido na fonte (se for o caso), contribuição para o INSS etc.

Se houver gastos com clínicas médicas, laboratórios, hospitais e planos de saúde, as despesas serão informadas na Dmed -a declaração entregue pelas prestadoras de serviços de saúde e operadoras de planos de saúde.

Os dados de quem tem conta em banco (conta-corrente, poupança, investimento etc.) são informados ao fisco por meio da Dimof (Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira).

Fez compras com cartão de crédito? As administradoras usarão a Decred (Declaração de Operações com Cartão de Crédito) para informar ao fisco as operações acima de R$ 5.000 mensais.

Os dados de transações com construtoras, com incorporadoras e com imobiliárias são informados pela Dimob (Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias). Com ela, a Receita sabe quem comprou e quem vendeu imóveis, a data, o valor da transação e a comissão paga ao corretor (se for o caso).

Feita a operação imobiliária, é preciso registrar o imóvel em cartório. Para checar isso, a Receita dispõe da DOI (Declaração sobre Operações Imobiliárias), entregue pelos serventuários da Justiça responsáveis por cartórios de notas, de registro de imóveis e de títulos e documentos.

Há ainda a Dprev (Declaração sobre a Opção de Tributação de Planos Previdenciários), entregue pelas entidades de previdência complementar, pelas sociedades seguradoras ou por administradores do Fapi (Fundo de Aposentadoria Programada Individual). (MC)

Saiba como restituir mais ou pagar menos

Brechas legais do fisco permitem que contribuinte faça economia com restituição maior ou pagamento menor

DE SÃO PAULO

Da mesma forma que pega o sonegador, o leão também permite que o contribuinte use algumas armas a seu favor -todas absolutamente legais- com a finalidade de pagar menos imposto ou restituir um valor maior.

Essas armas não são muitas, mas, se bem usadas, podem proporcionar economia ao contribuinte sem irritar o leão. Em outras palavras, dá para fazer uma declaração do IR obtendo alguma vantagem sem infringir a lei. Eis algumas dessas situações.

SEPARADAS

A primeira dica é a mais comum e abrange uma grande parcela de contribuintes. Integrantes de uma mesma família (marido e mulher; pai e filho) devem sempre fazer declarações individuais, especialmente se todos eles trabalham (ou se têm renda). Motivo: cada um deles terá direito à isenção de R$ 18.799,32.

Como podem usar o modelo simplificado (que permite abater 20% da renda sem comprovação, limitado a R$ 13.916,36), esse limite de isenção sobe para R$ 23.499,15. Em uma família em que quatro pessoas trabalham, o limite de isenção total será de quase R$ 94 mil.

PREVIDÊNCIA PRIVADA

Outra opção para reduzir o imposto é fazer um plano de previdência privada do tipo PGBL. Para isso, é preciso observar três requisitos: o benefício é limitado a 12% da renda tributável, o contribuinte terá de declarar no modelo completo e também precisa ser contribuinte do INSS (assalariado ou autônomo).

Um contribuinte com renda anual tributável de R$ 150 mil poderá abater R$ 18 mil (se aplicar mais não usará o valor excedente). Como sua renda tributável cairá R$ 18 mil apenas com a aplicação, seu ganho será de R$ 4.950 (27,5% de R$ 18 mil).

PENSÃO ALIMENTÍCIA

Quando um casal se separa, os cônjuges devem definir, perante o juiz, como será o pagamento da pensão alimentícia ao ex-cônjuge e aos filhos (se houver). Nos casos em que não há filhos (ou se eles forem maiores de idade), o acordo pode ser feito por escritura pública.

Suponha um casal com dois filhos menores. Se o marido pagar pensão aos três, deve dizer ao juiz (ou declarar em cartório) que deseja depositar valores individuais em vez de fazer apenas um só depósito. Basta que os filhos também tenham CPF.

Se for pagar R$ 1.500 a cada um, a empresa em que trabalha descontará R$ 4.500 e depositará R$ 1.500 para cada um. Se for autônomo, abaterá esse valor na hora de calcular o carnê-leão.

O responsável pela guarda dos filhos deve apresentar declarações separadas. Como cada um recebeu R$ 18 mil no ano (12 meses), todos estarão isentos. No total, R$ 54 mil da família não pagam imposto.

BENS COMUNS

Se um casal tem renda de bens comuns, pode dividi-la pela metade. Exemplo: marido e mulher trabalham e têm casa alugada por R$ 3.000.

Nesse caso, não precisarão pagar o carnê-leão porque cada um terá direito a R$ 1.500 (valor isento). Cada um declara a própria renda e os R$ 18 mil do aluguel.

Supondo que cada um recebeu mais R$ 32 mil no emprego, a renda anual é de R$ 50 mil. No modelo simplificado, cada um deduz R$ 10 mil, resultando em R$ 2.659,53 de imposto devido (juntos, pagarão R$ 5.319,06).

Se um dos cônjuges tributasse os R$ 3.000 apenas na sua declaração, sua renda anual seria de R$ 68 mil (a do outro seria de R$ 32 mil).

Um declararia R$ 68 mil e abateria R$ 13,6 mil. Teria imposto devido de R$ 6.272,55. O outro teria IR devido de R$ 510,05. Juntos, pagariam R$ 6.782,60. A economia do casal é de R$ 1.463,54.(MC)

Gasto no ensino de deficiente tem dedução integral

DE SÃO PAULO

As despesas pagas a estabelecimentos especializados em instrução de portadores de deficiência física ou mental não têm limite de dedução na declaração do IR. Motivo: esses gastos entram como despesas médicas.

Significa que eles não se sujeitam ao limite de R$ 2.958,23 (para dependentes não portadores de deficiências e que estudam em escolas convencionais). Se um pai gastar, por exemplo, R$ 18 mil por ano com a instrução de um filho com deficiência física ou mental poderá abater todo esse valor (código 10 da ficha Pagamentos e Doações Efetuados).

Renda acumulada paga menos IR

Contribuinte pode optar pela forma de tributação; a exclusiva na fonte tende a ser vantajosa

DE SÃO PAULO

Em 2010, o governo adotou uma regra especial para tributar os rendimentos que o contribuinte recebe de uma só vez mas que se referem a períodos anteriores. São os chamados rendimentos recebidos acumuladamente.

Nessa categoria se enquadram basicamente os rendimentos decorrentes de aposentadoria, de pensão e também do trabalho que são recebidos por meio de decisões judiciais ou por acordo.

Para esses rendimentos, há uma ficha especial na declaração -a ficha Rendimentos Recebidos Acumuladamente (RRA). Ela deve ser preenchida apenas pelos contribuintes que quiserem mudar a forma de tributação do que receberam em 2011 (de exclusiva na fonte para ajuste anual e vice-versa).

Quem recebeu esses rendimentos em 2011 foi tributado exclusivamente na fonte -essa tende a ser a forma mais vantajosa de tributação.

Se decidir manter essa forma de tributação na declaração, o contribuinte lança o valor automaticamente na linha 07 da ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva (se o rendimento for de dependentes, deve ser lançado na linha 10 da mesma ficha). Nesse caso, ele não preenche a ficha RRA.

Segundo Antonio Teixeira Bacalhau, consultor da IOB Folhamatic especialista em IR, a taxação exclusiva na fonte é mais vantajosa para o contribuinte porque leva em consideração o número de meses a que se referem os rendimentos.

Ele dá um exemplo: rendimento acumulado de 15 meses, no valor de R$ 30 mil, recebido em outubro de 2011. Nesse caso, os R$ 30 mil estarão sujeitos à alíquota de 7,5% (os R$ 2.000 mensais estão na faixa de R$ 1.566,61 até R$ 2.347,85; esses dois valores são multiplicados por 15), com dedução de R$ 1.762,44 (o limite mensal também é multiplicado por 15), resultando em IR de R$ 487,56.

Se fosse usada a forma antiga de tributação, esse contribuinte pagaria R$ 7.526,05, uma vez que os R$ 30 mil seriam tributados em 27,5% (R$ 8.250), com parcela a deduzir de R$ 723,95.

Caso deseje mudar a forma de tributação (de exclusiva na fonte para ajuste anual), o contribuinte deve optar na própria ficha RRA que o programa irá considerar o IR retido como antecipação do devido. (MC)

Relação de bens do contribuinte recebe atenção especial do fisco

DE SÃO PAULO

Quando analisa uma declaração do IR, o leão presta muita atenção à variação patrimonial do contribuinte.

Para tanto, ele vê com atenção especial a relação de bens e direitos.

O objetivo é verificar se os bens que estão na declaração condizem com sua renda, ou seja, se os rendimentos tributados, os isentos e os tributados exclusivamente na fonte são suficientes para justificar o acréscimo patrimonial.

Assim, por exemplo, chama a atenção da Receita uma declaração com renda anual de R$ 100 mil e aumento patrimonial de R$ 150 mil.

Diante dessa situação, é provável que esse contribuinte seja chamado para explicar como conseguiu obter esse aumento de patrimônio de um ano para o outro. Portanto, tome cuidado na hora de declarar seus bens.

Cuidados básicos evitam a malha fina

Receita ’segura’ declaração se houver divergência entre os valores informados e os que estão em seus arquivos

DE SÃO PAULO

Restituir mais ou pagar menos. Essa é, provavelmente, a intenção de todo contribuinte na hora de fazer a declaração do IR. Em síntese, todos querem recuperar a maior fatia possível daquilo que já pagaram; se ainda devem alguma coisa, querem pagar o menor valor possível.

Para os que tentam ludibriar o fisco, um alerta importante: a cada ano o leão aprimora as “armadilhas” visando apanhar os que tentam ludibriá-lo.

A principal arma do fisco é a malha fina -a revisão eletrônica de todas as declarações das pessoas físicas. Nela, são feitas verificações nos dados declarados pelo contribuinte e cruzadas essas informações com outros dados disponíveis nos sistemas da Receita.

Para ter uma ideia da eficiência desse sistema, no ano passado 570 mil contribuintes ficaram presos na malha fina.

Assim, se você está fazendo a declaração de renda deste ano, tenha em mente o seguinte: a malha fina da Receita trabalha com o cruzamento de informações e com parâmetros.

No primeiro caso, há o cruzamento das diversas informações existentes nos cadastros da Receita com as de outros órgãos (governos federal, estaduais e municipais) e de empresas privadas.

O objetivo é verificar se os rendimentos pagos e informados por esses órgãos e empresas estão sendo declarados corretamente.

Um dos “erros” mais comuns dos contribuintes é omitir alguma fonte de renda (no caso de ter mais de uma). Para o fisco, isso tem o nome de “omissão de receita”.

No segundo caso, a Receita define, todos os anos, alguns parâmetros com o objetivo de apanhar os “espertinhos” que lançam mão de artifícios com a intenção de sonegar, seja pagando menos seja restituindo mais.

Um desses parâmetros refere-se às despesas com saúde. A Receita pode definir, por exemplo, que ficam na malha fina as declarações que apresentarem abatimentos de despesas com saúde superiores a R$ 20 mil (por família) ou que superarem 10% da renda anual.

Outro parâmetro pode ser o número de dependentes. Nesse caso, pode ser que declarações com cinco ou mais dependentes fiquem retidas. É que, na maioria dos casos, os contribuintes têm, hoje, dois ou três dependentes. (MC)

Saiba calcular abatimento com doméstico

DE SÃO PAULO

O contribuinte que faz declaração usando todas as deduções legais (o chamado modelo completo) e tem empregado doméstico com registro em carteira pode deduzir a contribuição de 12% que ele (empregador) paga ao INSS.

Embora limitada ao valor sobre um salário mínimo federal e a apenas um empregado por declaração, a dedução é vantajosa porque é feita diretamente do IR devido.

O valor máximo a ser descontado nesta declaração é de R$ 866,60, pois abrange as contribuições ao INSS pagas de janeiro a dezembro de 2011 (referentes aos salários de dezembro de 2010 a novembro de 2011) e ao 13º salário e férias também de 2011.

O cálculo é feito da seguinte forma: uma contribuição sobre o mínimo de R$ 510 (dezembro de 2010, ou R$ 61,20), duas contribuições (janeiro e fevereiro de 2011) sobre o mínimo de R$ 540 (R$ 64,80 ou R$ 129,60) e dez contribuições (de março a novembro de 2011) sobre o mínimo de R$ 545 (10 x R$ 65,40, incluindo o 13º e as férias, no total de R$ 654) e mais R$ 21,80 do terço de férias (sobre R$ 545). Total: R$ 866,60.

Há situações em que o valor é menor: se o empregado não tirou férias, será de R$ 844,80; se tirou em dezembro de 2010, será de R$ 865,20; se o pagamento da contribuição for trimestral, com férias em 2011, será de R$ 858,20; sem férias, será de R$ 836,40. (MC)

Muito cuidado se for antecipar sua restituição

DE SÃO PAULO

Muitos bancos oferecem a seus clientes com direito a restituição do IR a possibilidade de antecipar o recebimento do dinheiro. Os juros variam de 2,4% a 4,9% ao mês e as instituições adiantam até 100% do valor que o contribuinte tem a receber -algumas estabelecem limites, como R$ 20 mil ou R$ 30 mil, por exemplo.

É preciso ficar atento diante dessa oferta. Por um lado, o juro é atraente, pois é bem inferior à média de outras linhas de crédito, como o crédito direto ao consumidor (3% a 6%), o cheque especial (8% a 11%) e o cartão de crédito (6% a 9%).

Por outro lado, é preciso levar em conta um aspecto. Entregar a declaração não garante receber a restituição logo nos primeiros lotes, nem mesmo neste ano.

Assim, é recomendável que o contribuinte antecipe a restituição apenas se for para quitar dívidas com juros mais altos (cartão de crédito ou cheque especial) e se tiver absoluta certeza de que sua declaração não ficará retida na malha fina.

Despesa não comprovada tem multa

Conforme a ‘manobra’ utilizada pelo contribuinte, punição chega a 150%

DE SÃO PAULO

Ao fazer a declaração, o contribuinte não deve apenas prestar atenção às novidades de cada ano. É preciso ficar atento às regras do passado, ou seja, aquelas estabelecidas em anos anteriores -mas que valerão sempre.

Uma delas foi criada em 2010: a Receita decidiu punir com pesadas multas os contribuintes que tentam levar vantagem na hora de fazer a declaração. É uma forma de intimidar, pelo lado financeiro, quem tenta burlar o “sistema de defesa” da Receita.

O principal alvo são aqueles que lançam despesas na declaração sem poder comprová-las, visando aumentar a restituição. Nesse caso, o fisco cobra multa de 75% sobre a parcela a restituir pedida indevidamente se ficar constatado que houve dolo ou má-fé (ação ou omissão do contribuinte ao prestar uma informação inexata com a intenção deliberada de aumentar indevidamente o valor da restituição).

Essa situação ocorre quando for constatada, por exemplo, omissão de rendimento tributável (contribuinte não informa uma fonte de renda) ou a inclusão de uma despesa legalmente dedutível, mas que, na prática, não ocorreu (informar uma despesa médica sem ter ido ao médico).

Veja dois exemplos de como a multa é calculada.

Exemplo 1: contribuinte tem imposto a restituir. Entrega declaração e pede restituição de R$ 5.000. Após processá-la, a Receita constata que ele só tem direito à restituição de R$ 2.000 (aqui, há prática de dolo ou má-fé). A multa será de 75% sobre R$ 3.000 (R$ 2.250), ou seja, sobre a parcela que ele pediu indevidamente.

Exemplo 2: declaração com IR a restituir pedido indevidamente. Processada a declaração, a Receita constata que o correto seria imposto a pagar. Contribuinte pede restituição de R$ 3.000, quando o correto seria ter declarado imposto a pagar de R$ 5.000.

Pela lei, há dolo, sonegação, fraude ou conluio. Cobra-se o imposto de R$ 5.000 acrescido de multa de 150% (R$ 7.500), além dos juros de mora; sobre os R$ 3.000 (restituição pedida indevidamente), cobra-se a multa de 75% (R$ 2.250). Aqui, a multa é mais pesada porque o contribuinte, que deveria pagar R$ 5.000, usou artifício que resultaria em restituição de R$ 5.000, ou seja, ele queria ter vantagem de R$ 8.000. (MC)

Após entrega, veja processamento

Acompanhamento pela internet permite que, se houver erro, contribuinte possa retificá-lo

DE SÃO PAULO

Após entregar a declaração, o contribuinte pode acompanhar, pelo site da Receita, o processamento das informações. O acompanhamento permite saber se a declaração está em processamento, se está em análise ou se já foi processada.

“Em processamento”, significa que a declaração foi recepcionada, encontra-se na base de dados da Receita e está sendo processada. “Em análise”, quer dizer que, para que o processamento seja concluído, depende de ação do contribuinte.

“Processada” indica que a declaração já foi analisada e que não há “pendências”. Se o contribuinte tiver direito a restituição, o pagamento não deve demorar.

Se a declaração apresentar algum problema (“pendência”) é possível verificar qual é o erro para que ele possa ser corrigido (nesse caso, o contribuinte terá de enviar uma declaração retificadora).

Para ver como está sua declaração, o contribuinte deve seguir alguns passos (ver quadro ao lado). É preciso ter em mãos alguns documentos, gerar um código e depois uma senha.

Para ficar sabendo se há problemas, o contribuinte precisa acessar o extrato da declaração no eCAC (Centro Virtual de Atendimento).

Segundo Joaquim Adir, supervisor nacional do IR, a partir da segunda quinzena deste mês já será possível acompanhar o processamento das declarações enviadas neste ano. (MC)

Fonte: Folha de S.Paulo

Bonsenhor Contabilidade recebe Selo de Qualidade do SESCAP/PR – PQS

Na última sexta, dia 02.03.2012, após 01 ano de treinamento na capital paranaense, o Diretor Comercial da empresa contábil Bonsenhor Contabilidade Sr. Fábio Bonsenhor,  recebe o Selo Bronze na solenidade de abertura Enescopar das mãos da Lucélia Lecheta, presidente do CRC/PR.

Este projeto de qualificação consiste em 3 etapas de 01 ano cada uma, sendo no primeiro ano o selo Bronze, no segundo Prata (2012) e o último ano o Selo Ouro (2013).

“O Selo Bronze vem no ajudando muito na Gestão da Administrativa e Financeira da nossa empresa. Estamos nos qualificando a cada dia para sempre estarmos atualizados as novas exigências do mercado, buscando sempre superar as expectativas dos nossos clientes. Para 2012 vamos buscar o Selo Prata e em 2013 o Selo Ouro, serão mais 02 anos de estudos e aprimoramentos em busca da excelência”, diz Everaldo Bonsenhor, diretor geral.

Bonsenhor implanta Ginástica Laboral para colaboradores

A Bonsenhor Contabilidade pensando no bem estar de seus colaboradores implantou nesta terça, 28.02.2012, Ginástica Laboral, tendo como orientador o professor Thiago, da empresa TCN Saúde.

Serão aplicados exercícios de mobilização, alongamento, relaxamento e dinâmica de grupo dentro do local de trabalho, com o objetivo de diminuir os impactos físicos/mentais do dia-a-dia.

Fotos da aula inaugural

Talões do IPTU serão entregues pela Empresa de Correios e Telégrafos

Maior parte da população receberá talão pelos Correios. Primeiro pagamento à vista poderá ser feito até o dia 10 de março

Quem quer se adiantar com o pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) pode acessar o site da prefeitura (www.pmpgua.com.br) e gerar o boleto bancário. Enquanto isso, os talões estão sendo separados por região para começar a entrega pela empresa de Correios e Telégrafos a partir desta semana.
Ontem, os talões chegaram na sede do Palácio São José e já começaram a ser separados para entrega.
De acordo com a secretária da Fazenda, Zenilda Costa, a entrega também será feita em três locais diferentes da cidade como Alexandra, Ilha dos Valadares e no CAIC.
“Também serão aproveitados os fiscais da secretaria de Urbanismo para fazer entrega em alguns locais onde há problema na numeração”, explicou Zenilda.
O contribuinte que não tiver acesso à internet também pode se encaminhar ao atendimento do Fácil Municipal (antigo Derim e Decar no Palácio São José) e solicitar a impressão da guia para pagamento além de tirar as dúvidas que possam existir. O atendimento acontece de segunda a sexta das 13h às 18h.
Para quem for pagar à vista, a primeira data de vencimento do IPTU é 10 de março, com desconto que pode chegar a até 20% (15% de desconto e mais 5% por assiduidade, ou seja, quem está com pagamento do imposto em dia).
Quem preferir pagar no dia 10 de abril terá desconto que pode chegar a 10% (5% de desconto e mais 5% por assiduidade).
Também será possível parcelar o IPTU de 2012 em até oito vezes. O desconto do valor venal, que serve de base para o cálculo do imposto, passou neste ano de R$ 25 mil para R$ 26.500.

Jornalista: Luciane Chiarelli

Fonte:  http://www.paranagua.pr.gov.br/noticias.php?noticia_id=2994

Paranaguá poderá ser beneficiada com programa Bom Negócio

Paranaguá poderá ser beneficiada com programa Bom Negócio

Prefeito Baka conhece o programa que visa fomentar o empreendedorismo na cidade

Reunião realizada nesta manhã

Reunião preparatória para implantação do Programa
Para falar sobre este assunto, técnicos da secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul estiveram com o prefeito de Paranaguá, José Baka Filho, para mostrar as vantagens que este programa irá promover na cidade.
Com o programa Bom Negócio, os micro e pequenos empresários poderão receber capacitação para gerenciar melhor seus negócios e poderão se habilitar a créditos que poderão ser desde R$ 1.000 a R$ 300 mil podendo ser usado como capital de giro, para obras e pagamento de taxas.
A previsão é que o programa seja lançado, em Paranaguá, no dia 01 de junho. A cidade foi escolhida porque está dentro dos critérios estabelecidos no programa como ter mais de 40 mil habitantes, ter a Lei Geral implantada; apresenta boa densidade de pequenos e micro empresários e participa do projeto Cidade Empreendedora, do Sebrae.
Paranaguá, aliás, é a única cidade da região a ser beneficiada com a implantação deste programa. “O microempresário precisará se capacitar para receber o crédito e isso vai ajudar a fazer com que seu negócio tenha mais chances de dar certo”, disse João Tigrinho.
A capacitação é gratuita, com duração de 66 horas, e trabalha temas voltados ao empreendedorismo. Além dos cursos e da implantação do programa a cidade será beneficiada com o Banco Empreendedor Paraná que é operado pela Agência de Fomento do Paraná e que disponibilizará agentes de crédito. Há uma estimativa que, aproximadamente, 30% dos empresários que fazem o treinamento, usam o crédito do Banco.
Este é mais um passo para incentivar a formalização dos negócios no Paraná, além do fortalecimento dos negócios de cada empreendedor.
“A prefeitura incentiva toda ação que ajude o pequeno e micro empresário e já vem fazendo a sua parte com parcerias com o Sebrae, entre outras ações”, destacou o prefeito Baka.
A reunião preparatória foi realizada nesta quarta-feira, dia 15 com a presença do prefeito Baka, do presidente da Câmara Setorial do Comércio Varejista e SCPC da Associação Comercial de Paranaguá, Khalil Alberto Cordeiro Hamud; da representante da Associação dos Municípios do Litoral Paranaense (Amlipa), Anaclete Magno; do secretário de Trabalho do município, Ubirajara Maristany; da diretora de integração da secretaria do Trabalho, Deise Leal; do representante da secretaria de Estado do Turismo, Evandro e João Tigrinho, da secretaria de Estado da Indústria e Comércio, entre outros.

Jornalista: Luciane Chiarelli

Governo estuda reduzir ICMS para atrair indústrias ao interior

Cerca de 80% dos investimentos viabilizados até agora pelo programa Paraná Competitivo serão feitos nas regiões de Curitiba e Ponta Grossa

O governo estadual não conseguiu, até agora, atrair novos projetos industriais para o interior do estado – a exceção é a região dos Campos Gerais, mais próxima da capital. Dos R$ 9 bilhões em investimentos captados pelo programa de incentivos Paraná Competitivo em 2011, 80% estão sendo aplicados nas regiões de Curitiba e de Ponta Grossa (a 117 quilômetros da capital). A forte concentração dos investimentos já faz o governo pensar em medidas mais agressivas – como redução tributária – para atrair investimentos para o interior.

A Secretaria de Indústria e Comércio está elaborando, há cerca de um mês, um estudo que prevê redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Ser­viços (ICMS) para alguns municípios. A proposta será apresentada para a Secretaria de Fazenda. Segundo o governo, o estado negocia no momento R$ 15 bi­­lhões em investimentos com cerca de 70 empresas por meio do Paraná Competitivo, que tem como principal benefício a prorrogação do prazo de recolhimento de ICMS. Mas a dificuldade está em convencer os empresários a optar pelas cidades mais distantes do Porto de Paranaguá. A norte-americana Cargill, por exemplo, recusou as ofertas de municípios do Norte do Paraná, região que é grande produtora de milho, para instalar sua nova unidade de processamento do grão. Optou por investir em Castro, na região dos Campos Gerais, por causa da facilidade de escoamento da produção. “O custo de frete para transportar um contêiner do porto para a Região Metropolitana de Curitiba é de R$ 1,2 mil. Para Maringá, esse valor sobe para R$ 2,8 mil. Para a empresa que exporta e importa, essa despesa acaba tendo impacto sobre o negócio e a decisão de onde investir”, afirma o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Ricardo Barros. Segundo ele, o governo estuda usar três critérios para determinar a redução da alíquota de ICMS: a distância do município até a infraestrutura de escoamento da produção; o setor industrial envol­vido; e seu Índice de Desenvol­vimento Humano (IDH) e sua importância para o desenvolvimento do estado. “Ainda estamos vendo como essa redução do ICMS vai se dar, porque temos de respeitar o critério de isonomia, no mínimo, por setor industrial”, afirma. O desafio é reduzir a carga tributária sem comprometer o caixa do estado – o ICMS é a principal fonte de receita estadual –, além de evitar ações de outros es­­tados contra a guerra fiscal no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Segundo Barros, a secretaria está mapeando a arrecadação de ICMS na indústria por município. “Hoje 39% da arrecadação do ICMS vem da indústria. Desse volume, menos de 10% vem do interior. Então calculamos que o im­­pacto de desoneração tributária será pequeno e poderá ser mais que compensado pelos investimentos no médio prazo”, diz. A redução de ICMS deverá variar de município para município e será escalonada, de acordo com o tempo de maturação do investimento. Concentração Dos 17 principais projetos industriais enquadrados no Paraná Com­­petitivo, sete estão situados na Região Metropolitana de Curi­­tiba (RMC) e um no Litoral. Outros sete estão nos Campos Gerais. As regiões que têm atraído os investimentos já concentram riqueza no estado. A região de Curitiba e Litoral representa 46% do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense, e a de Ponta Grossa é a segunda mais industrializada do estado.

Como funciona

Programa prorroga recolhimento do tributo em até oito anos O programa Paraná Competitivo, lançado no início de 2011 pelo governo de Beto Richa, prevê a prorrogação do prazo de recolhimento do ICMS por um prazo entre dois e oito anos e igual período para quitar a dívida tributária. Assim, uma empresa pode ter de quatro a 16 anos para pagar todo o imposto devido. O incentivo vale tanto para instalação de novas empresas como para ampliações e modernizações de indústrias que já têm operações no estado. O programa também prevê incentivos para projetos de reativação de indústrias e empresas em recuperação judicial. Para manter o benefício fiscal, que pode abranger também o ICMS da energia elétrica consumida, as empresas têm de investir até 5% do valor do incentivo em programas de qualificação de trabalhadores. Ao contrário do programa de incentivos Bom Emprego, do governo anterior, de Roberto Requião, o Paraná Competitivo vale inclusive para a Região Metropolitana de Curitiba (RMC). No Bom Emprego, a RMC não podia ser enquadrada no pacote de benefícios, por ser considerada já bastante industrializada. Apesar do estímulo para forçar a ida de indústrias para o interior, a medida não surtiu efeito e a restrição acabou afugentando muitas empresas que tinham interesse em investir no estado. Pelo Paraná Competitivo, a empresa interessada pode prorrogar de 10% a 90% do ICMS, porcentual que é definido por um comitê que tem representantes das secretarias de Indústria e Comércio, Fazenda e Planejamento.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1222992&tit=Governo-estuda-reduzir-ICMS-para-atrair-industrias-ao-interior

Receita Estadual vai usar poderoso sistema de cruzamento de dados

Receita Estadual vai usar poderoso sistema de cruzamento de dados

A Secretaria da Fazenda do Paraná será a primeira administração tributária do país a contar com nova tecnologia para dar mais agilidade e eficiência ao Fisco Estadual. A appliance de data warehouse permite análise de grande volume de dados, dezenas de vezes mais rápido que as soluções tradicionais. Essa tecnologia é a mais moderna para ambiente analítico e faz parte do Projeto Phoenix, em implantação para recuperar a área de tecnologia da informação, que está muito defasada.

A nova solução em informática foi adquirida em pregão eletrônico e vai permitir um enorme salto de qualidade na disponibilização de relatórios gerenciais para tomada de decisão pelos gestores da secretaria. Também trará avanço significativo na qualidade e eficiência no cruzamento de dados pela fiscalização tributária, uma vez que mais de 30 bases de dados serão especialmente preparadas para análises massivas.

Entre essas bases estão a nota fiscal eletrônica, a escrituração fiscal digital, o conhecimento de transporte eletrônico, além das tradicionais bases de dados como cadastro, guias de recolhimento, guias de apuração de ICMS, IPVA. O novo sistema também contempla consultoria (projeto, desenvolvimento e implantação) em aplicações voltadas a ambiente analítico de data warehouse, uma espécie de “armazém de dados”.

O Projeto Phoenix contempla ainda a aquisição de ferramentas de mineração e prospecção de dados (para análises, explorações e cruzamentos de dados) e de business intelligence (para criação e publicação de relatórios gerenciais para suporte à tomada de decisão), além da construção de um sistema integrado de auditoria fiscal.

Para entender mais:

Data warehouse (DW): trata-se de uma ampla base que integra dados de várias bases diferentes, sendo especialmente preparada para uso massivo de exploração e análise.

Appliance de Data Warehouse: consiste em um conjunto integrado de servidores, armazenamento (storage), sistema operacional, banco de dados e softwares pré-instalados e otimizados para análise massiva de grande volume de dados, oferecendo performance dezenas de vezes mais rápida do que soluções tradicionais de data warehouse.

Business Intelligence (BI): é o conjunto de ferramentas, técnicas e metodologias utilizadas para extrair e analisar dados para utilização específica de relatórios gerenciais com o objetivo de subsidiar o processo de tomada de decisão.

Mineração de dados (Data Mining): é o processo de explorar grandes volumes de dados para identificar padrões de comportamento e relacionamentos.

Fonte: http://www.fazenda.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=266&tit=Receita-Estadual-vai-usar-poderoso-sistema-de-cruzamento-de-dados-

Secretaria da Fazenda vai intensificar fiscalização

Secretaria da Fazenda vai intensificar fiscalização

A Receita Estadual vai intensificar ainda mais seu trabalho de fiscalização em todo o Paraná. Programas como o Alerta Fiscal, que concentra a atuação dos auditores fiscais numa região do Estado durante uma semana, serão reforçados neste ano. O objetivo é fechar o cerco contra a sonegação. O próximo alerta está previsto para o final de março em uma das duas delegacias regionais sediadas em Curitiba.

Esta e outras decisões foram tomadas durante um seminário realizado nesta quinta e sexta-feira (9 e 10), na sede da Secretaria da Fazenda, para traçar o plano estratégico da Receita Estadual para os próximos anos. Todos os delegados regionais, assessores e a direção do órgão participaram da definição do novo plano de trabalho.

“O Fisco não vai deixar, em nenhum momento, de acompanhar os grandes contribuintes”, afirmou o diretor da Receita Estadual, Gilberto Della Colleta. Setores mais problemáticos e comprometidos com a sonegação de impostos, como o de combustíveis, serão acompanhados de perto.

No total, somente a dívida já ajuizada de contribuintes paranaenses chega a R$ 13 bilhões, dos quais 98% correspondem ao Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS). A Receita Estadual pretende diminuir essa dívida para reforçar o caixa do Estado, do qual dependem os programas de governo para atendimento da população e implantação de obras de infraestrutura e desenvolvimento econômico do Paraná.

Fonte: http://www.fazenda.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=267&tit=Secretaria-da-Fazenda-vai-intensificar-fiscalizacao-

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