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Malha fina mais rigorosa

A Receita Federal vai apertar o cerco aos sonegadores pessoa física, impondo rigor maior na análise das declarações do Imposto de Renda. A ideia é dar sequência a um trabalho iniciado em 2009, em função da perda de arrecadação devido à crise econômica mundial. À época, o Fisco multou o contribuinte pego em situação de fraude e as pessoas jurídicas da área médica que não forneceram informações de seus clientes todo mês. O objetivo, agora, é cruzar dados e verificar com mais agilidade possíveis distorções de renda ainda na fonte.

Consequentemente, o Fisco estima um aumento do número de contribuintes que passarão, este ano, pelo regime diferenciado de fiscalização, a chamada malha fina. Em 2009, cerca de 1 milhão de pessoas tiveram suas declarações do Imposto de Renda retidas pelo Leão. A maior parte dessas pessoas informou uma renda incompatível com seus ganhos ou teve problemas em contabilizar despesas com saúde e com educação, que garantem restituição.

Este ano, o mesmo fato deve se repetir. “Vamos aumentar o rigor na fiscalização, e isso deve se refletir em um aumento da malha”, avalia o coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança da Receita, Marcelo de Albuquerque Lins. Ele diz que o órgão preparou, ainda no fim do ano passado, uma nova leva de ações de cobrança que entrarão em vigor em 2010. “Está tudo definido, mas ainda não é possível divulgar que ações serão essas. O que posso adiantar é que o objetivo é garantir uma menor sonegação”, assinala.

Ele explica, porém, que o perfil dessas novas ações de cobrança a serem implementadas este ano será diferente do adotado pela Receita em operações de 2009, em que foram focados o grande contribuinte e os setores-chave da economia, como o financeiro. “2010 será bem diferente de 2009. É preciso ter em mente que todas as nossas ações são em função de fatos, como foi no ano passado. Daqui em diante é outra história”, diz. Lins conta ainda que as ações perpassam mais de uma área da Receita, mas que estão sob supervisão direta dele próprio, do subsecretário de Fiscalização, Marcos Vinícius Neder, do secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, e até do secretário executivo da Fazenda, Nelson Machado.

Cobrança

Marcelo Lins diz que o maior rigor na fiscalização é consequência de uma política mais enérgica da Receita, que tem tentado evitar passivos tributários enormes e sonegação. Ele lembrou, como exemplo, que as medidas anunciadas em 2009 como ações pontuais deverão ter continuidade este ano. “A ordem do secretário (Cartaxo) é colocar tudo isso no fluxo de cobrança, e eliminar totalmente o nosso passivo”, assimila o coordenador-geral de Arrecadação e Fiscalização.

Ele explicou que o aumento do número de pessoas que passarão a figurar na malha fina tem de ser encarado como um ponto positivo, e não como um erro do Fisco. “As pessoas têm de entender que malha fiscal não é atestado de sonegação. É apenas um regime de cobrança, e perfeitamente normal, visto que temos aumentado nosso rigor em analisar as declarações do Imposto de Renda.” Em 2009, a Receita reteve três vezes mais declarações que em 2008. No mesmo período, o número de declarações enviadas cresceu 15%, contradizendo o discurso oficial de que o aumento da malha se devia ao maior número de declarações enviadas.

Cerco do Leão

Ação

Criação do Regime Especial de Fiscalização, que impôs regras para o recolhimento de informações para efeito de cálculo do Imposto de Renda.

Punição

O contribuinte que cometer infrações durante o período em que estiver submetido ao regime especial de fiscalização terá de pagar multa de 75% sobre a totalidade ou diferença do tributo devido, mesmo em caso de declaração do Imposto de Renda que constar erro.

Ação

Instituição da Declaração de Serviços Médicos (Dmed), que obriga os profissionais da área médica (pessoa jurídica) e os planos de saúde a informarem os valores recebidos pelos serviços prestados.

Punição

A empresa ou profissional que não apresentar a Dmed à Receita, a partir de 2011, terá de pagar multa de 5% do valor da informação omitida ou multa de R$ 5 mil por mês de descumprimento.

Fonte: Correio Braziliense

Sebrae vai preparar micro e pequenas para a Copa 2014

 

 

Sebrae vai preparar micro e pequenas para a Copa 2014

O Sebrae vai investir R$ 36 milhões de recursos próprios em ações de capacitação, desenvolvimento de negócios e mapeamento das oportunidades que a Copa do Mundo de 2014 vai gerar para as micro e pequenas empresas. Juntamente com os aportes das instituições parceiras, o total de recursos no programa do Sebrae para a Copa 2014 já chega a R$ 50 milhões, informou o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.

O diretor destacou que é natural pensar que a Copa vai beneficiar a cadeia produtiva do turismo, porém os investimentos públicos e privados que começam a chegar nas doze cidades-sede definidas pela FIFA vão significar muito mais. Segundo Carlos Alberto, o megaevento esportivo vai gerar avanços em diversos setores produtivos e o desenvolvimento do País como um todo.

“ O viés da Copa pode ser muito de turismo, mas vamos perceber que ele avança em muitas direções, abrangendo vários setores”, afirmou o diretor, ao abrir a segunda reunião do Comitê Diretivo do Sebrae para a Copa 2014, nesta manhã (14.07.2010), em Inhotim, no município de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. A reforma de um estádio, por exemplo, envolverá diversos tipos de empreendimentos, negócios, produtos e serviços, tais como, tecnologia da informação (TI), comércio e empreendedores individuais, entre outros, acrescentou.

Participaram da reunião dirigentes das unidades do Sebrae nas doze cidades-sede onde ocorrerão os jogos da próxima Copa do Mundo, gerentes e coordenadores das carteiras de projetos envolvidas com a preparação, execução e legado do megaevento esportivo. Representantes dos comitês municipal (Prefeitura de Belo Horizonte) e estadual (Minas Gerais) para a Copa 2014 também marcaram presença no evento.

“Nossa atuação não estará envolvida com os jogos, mas com o movimento da economia gerado por eles e o avanço dos pequenos negócios nas regiões das cidades-sede”, enfatizou o diretor. “A Copa possui um efeito catalisador enorme. Temos que nos antecipar, senão as coisas não acontecerão como gostaríamos”, disse ele. “Barcelona se reinventou após a Olimpíada”, exemplificou.

Do ponto de vista das finanças públicas, cidadãos e contribuintes devem debater o significado do megaevento esportivo para o País. “Para o Sebrae, nos interessa o que ele significa para os pequenos negócios, antes, durante e depois dos jogos”, insistiu. A enxurrada de projetos e solicitações de apoio e patrocínio que estão chegando ao Sistema Sebrae só será avaliada se estiver relacionada com a melhoria da qualidade, e gestão dos produtos e serviços prestados pelas MPE, complementou o diretor.

A profissionalização na empresa familiar

O assunto profissionalização está sendo cada vez mais discutido dentro das empresas familiares. No entanto, são poucas as organizações que realmente compreendem todos os aspectos relacionados com a profissionalização de uma empresa familiar.

Nas empresas familiares, o processo de profissionalização enfrenta muita dificuldade, pois envolve temas como a seleção das pessoas, a avaliação, a promoção, o sistema de remuneração, a dispensa de funcionários, dentre muitas outras. Estas atividades se tornam ainda mais complicadas quando se tratam de membros da família que trabalham na empresa. (mais…)

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